Medalha de ouro para o Brasil! Martine Grael e Kahena Kunze garantiram o ouro na Vela 49er FX na madrugada desta terça-feira (3) e conquistaram o bicampeonato olímpico nas Olimpíadas de Tóquio. 

O lugar mais alto do pódio nas Olimpíadas, em duas edições consecutivas, confirma o favoritismo pré-Jogos e reafirma o que hoje fica ainda mais evidente em águas japonesas: as brasileiras, parceiras desde 2013, tornaram-se um fenômeno da vela nos últimos anos.

A vitória em Enoshima é a 19ª medalha olímpica do Brasil na vela, um dos esportes mais vitoriosos do país no evento esportivo.

Martine Grael e Kahena Kunze, ambas com 30 anos, têm dado sequência a uma tradição não só brasileira no cenário mundial como também familiar.
Martine é filha do também velejador Torben Grael, recordista de medalhas olímpicas (cinco no total) entre brasileiros –ao lado do também velejador Robert Scheidt, que terminou em oitavo na classe laser nos Jogos de Tóquio.

Nesta terça, na chamada regata da medalha, nas águas da ilha de Enoshima, as duas velejadoras conseguiram tirar a pequena vantagem obtida pelas holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz ao fim das 12 regatas que precedem a decisiva.

Pelas regras olímpicas, os barcos disputam num circuito um número determinado de regatas antes da prova decisiva. No caso da categoria 49er FX, foram 12.

O vencedor de cada uma ganha um ponto, o segundo colocado leva dois, e assim segue pelas 21 duplas (no caso dessa categoria) da disputa.

Se um barco não termina uma regata ou é desclassificado, recebe pontuação equivalente ao total de competidores e um ponto adicional. Por exemplo: se 20 barcos estão na competição, quem é penalizado dessa maneira leva 21 pontos.

A pior pontuação nas regatas é descartada, e a chamada "medal race" conta em dobro. Ganha quem tem menos pontos no fim de tudo.

Martine e Kahena chegaram à prova final dependendo só delas. E conseguiram, mais uma vez.

Durante as regatas da semana, as brasileiras mostraram por que são um fenômeno. Por duas vezes terminaram em primeiro lugar e ainda conseguiram uma segunda colocação.

Desabafo. "Eu acho que essa medalha mostra que a vela feminina no Brasil é capaz, sim! Basta as meninas encontrarem uma boa dupla, uma boa parceria porque não sei, a gente tem meninas aí que já com a nossa última medalha abriram o horizonte e é isso que a gente quer. A gente quer inspirar e trazer essa vela feminina como um legado sabe?", destacou Kahena. 

"Espero que essa medalha traga mais futuras meninas para a nossa vela".

Martine lembrou as peculiaridades do último ciclo olímpico, alterado pela pandemia de Covid-19. 

Fonte: O Tempo

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